Outro dia um fato me aconteceu.
Encontrei um amigo que mora em outro país, tinha visitado o Brasil, não nos encontramos, mas nos despedimos. Conversamos por whatsapp dias antes deste "encontro" e ele havia dito que tinha voltado, ou não disse que estaria novamente no país. Eu fiquei tão chocada, tão sem ação com o encontro que não troquei uma frase conexa. Só o que me vinha na cabeça era o motivo dessa atitude. Bom, os motivos são dele e nunca saberei.
Comecei a pensar na importância das pessoas, no poder que damos a elas... Sempre fui muito ligada aos familiares e aos poucos amigos que tenho. Tinha pânico de perder os aniversários, de não ser convidada para uma saidinha, morria de ciúmes. Morei fora 12 anos. Por 12 anos fazia questão de encontrar com o máximo de pessoas possível. Eu era muito feliz, pensando que tinha todos os meus queridos comigo. Há 2 anos voltei para minha cidade. Há dois anos não encontrei nenhuma vez com muitas dessas pessoas. Com algumas, encontrei poucas vezes e com a sensação de obrigação (mais da parte delas) fiquei sentida, claro! Pensei que também não me esforcei. Até que um dia eu ouvi ou li alguém falar que as pessoas entram e saem de nossas vidas e devemos lembrar dos momentos que vivemos com elas. Sermos gratos por tudo que vivemos e não tentar apagar isso pq algo acabou. As pessoas entram e saem de nossas vidas por algum motivo.
Fui muito feliz nos anos de amizade com esta pessoa. Passou. Agora tenho que entender que não farei mais parte da vida de um tanto de gente e que está tudo bem, porque o que foi vivido, já valeu. Doi a falta do motivo do afastamento, mas o dia que eu puder saber, certamente entenderei. A maturidade nos permite isso. Não desejo mal, desejo tudo de melhor pq, nos anos que convivemos, fomos felizes. E fim. Tudo na vida tem um fim, não é mesmo?