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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Procrastinação

De acordo com a Wikipédia (porque meu Houaiss deu uma explicação muitíssimo resumida!),

Procrastinação é o diferimento ou adiamento de uma ação. Para a pessoa que está a procrastinar, isso resulta em stress, sensação de culpa, perda de productividade e vergonha em relação aos outros, por não cumprir com a suas responsabilidades e compromissos. Embora a procrastinação seja considerada normal, torna-se um problema quando impede o funcionamento normal das acções. A procrastinação crônica pode ser um sinal de problemas psicológicos ou fisiológicos.
A palavra em si vem do latim procrastinatuspro- (à frente) e crastinus (de amanhã). A primeira aparição conhecida do termo foi no livro Chronicle (The union of the two noble and illustre famelies of Lancestre and Yorke) de Edward Hall, publicado primeiramente antes de 1548.
Logo, um procrastinador é um indivíduo que evita tarefas ou uma tarefa em particular.
Segundo o filósofo Thiago Klinger, a procrastinação do indivíduo é resultado do planejamento exacerbado e/ou supérfluo em intersecção a falta de uma perspectiva vigente. Tais perspectivas, derivam da angústia dos resultados ou de simplesmente a falta de "motivação" do indivíduo em relação ao objeto.

Um dia em minha vida, não sei quando, ouvi de minha mãe que eu era procrastinadora! Achei que ela estava me xingando e chorei horrores. Não lembro as circunstâncias, talvez nem ela, mas essa palavra passou a fazer parte do meu vocabulário.  Anos mais tarde eu a usava e seu significado com certa frequência, uma coisa que nunca me incomodou. Nunca me atentei ao significado profundo da palavra. Eis que um dia, minha sogra me chamou a atenção ao usar esta palavra para me definir. E fiquei pensando.

No meu caso, procrastinar é pura preguiça, falta de foco, falta de vontade, falta de vergonha! Não tenho vergonha dos outros, nem de mim. Simplesmente opto por fazer aquilo que me é mais aprazível. Ponto final.

Este texto começou a ser escrito em 23/05/2014 (Oh God!) e agora, relendo, talvez mais madura do que na época, percebo que a palavra não me cabe pois não tenho vergonha, não me culpo (exceto quando não lembro onde guardei os papéis necessários no exato momento em que preciso deles!) no mais, convivo com isso sem stress. Porque, também, quando quero, faço. Na hora. Por tanto, concluo que sou preguiçosa mesmo e prefiro ler um livro, mesmo que não seja o da moda, mas aquele que me agrade, do que arquivar papelada chata e sem graça, lavar a roupa de cama nova que comprei pra tirar a goma, sendo que tem outras tantas limpas pra usar.

É isso, preguiçosa que gosta de usar palavra chique. Acho chique o tal do procrastinar! Rs.
Doida também? Who knows!!!!!

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